
O parecer do Supremo Tribunal Federal, que por maioria de votos, considerou válida a extradição do terrorista foragido da polícia italiana, Cesare Batistti, foi a vitória de Pirro da justiça brasileira. Como se sabe, nos anos 70, esse sujeito participava de um grupo de extrema-esquerda “Proletários Armados pelo Comunismo” e dentre suas realizações, foi responsável por quatro assassinatos em seu país. Batistti fugiu para o Brasil. E como o governo Lula é um covil de bajulação ao terrorismo e ao totalitarismo, ao arrepio da perspectiva do Supremo e de demais órgãos governamentais, que davam como certa sua extradição, tentou vetar o processo, dando estatuto de “refugiado político” ao assassino.
O Ministro da Justiça Tarso Genro foi o pivô do qüiproquó jurídico ao dar esse status a um criminoso comum. O mesmo zelo não foi aplicado aos pugilistas cubanos foragidos da ditadura de Fidel Castro, cujo único crime foi discordar do governo e pedir asilo político. No Brasil de Lula e de Genro, dissidentes políticos de verdade são deportados para as ditaduras e criminosos comuns com viés ideológico comunista são protegidos de leis e julgamentos de nossas democracias. O Partido Comunista e demais partidos de esquerda não esconderam as simpatias pelo assassino italiano, reunindo-se alegremente com o terrorista numa foto indecente, típica da solidariedade mais bovina e patética das mentalidades totalitárias.
Por que a vitória de Pirro da lei e do judiciário? Numa medida esdrúxula, desnecessária e estúpida, o STF acabou por se contradizer e relativizar sua opinião, ao passar ao Presidente Lula o poder de extraditar ou não o terrorista. Ou seja, o próprio STF colocou em xeque sua opinião e deu plenos poderes a uma parte julgada no processo de decidir pelo imbróglio. Na prática, a decisão do Supremo foi inútil, já que o próprio Executivo, causador da controvérsia legal, pode contradizer a opinião do Supremo. Os juízes consideraram ilegal a decisão do governo e deram o direito do mesmo de decidir pela ilegalidade, se quiser. Se a decisão foi tendenciosa ou não, na realidade foi um caso sério de esquizofrenia legal!
Isso é grave, porque deixa ao sistema legal uma margem completa de insegurança jurídica, já que o Supremo, que é o responsável definitivo pelas controvérsias legais do país, reverteu ao próprio Executivo, que foi o causador da pendenga, o direito de decidir previamente, aos seus caprichos ideológicos, sobre um julgado que até então pertencia anteriormente ao próprio Supremo. Criou um precedente legal em que o próprio executivo pode desobedecer qualquer decisão do Supremo. O Tribunal acabou por renunciar ao seu próprio direito de julgar e lavou suas mãos num caso que poderia ter resolvido peremptoriamente. É pior, o governo pode desobedecer a determinação do Supremo, já que permitiu a decisão de invalidar seu próprio parecer. Ou seja, o Supremo já não é mais supremo!
Se não bastasse esse vexame jurídico, essa extravagância jurídica, os acólitos do terrorista Cesare Batistti foram beneficiados pela exceção governamental. Era aquilo que Lula e Tarso Genro pediram ao diabo. E o que começou com uma tragédia italiana, acabou virando farsa brasileira. Foi uma vitória do governo brasileiro sobre o judiciário.
O cinismo chegou ao ponto máximo quando o próprio terrorista enviou uma carta ao Presidente Lula e ao
“povo brasileiro”. A mensagem é chocante, pois revela muita da psicologia doentia do assassino italiano. Eis alguns trechos que cabem comentar:
“Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós podem sinceramente dizer que nunca desejaram afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo”.
O raciocínio acima é digno de mentes patológicas como a de Hitler ou Stálin. Em nome de um futuro hipotético da humanidade linda e utópica, o Sr. Batistti se acha no direito de matar pessoas inocentes e destruir as liberdades de seu país. Ainda se acha redimido pelo “processo histórico”, um argumento digno do catecismo terrorista Netchiaev, que faz da história, uma justificativa de isenção moral. É normal que, do “ponto de vista histórico”, o Sr. Batistti nos revele muito de seu caráter distorcido. A moralidade é apenas uma perspectiva utilitária da tomada do poder. É aquilo que Trotsky chamaria de a “nossa” moral contra a moral “deles”: a moral do revolucionário psicopata contra a moral “burguesa” vigente. Ele defende os mais atrozes regimes políticos, comete os piores crimes, mas, ainda assim, acha-se o paladino da justiça, capaz, literalmente, de “justiçar” pessoas consideradas inconvenientes. E se acha um poético sonhador. Alguém, com toda razão, chamaria isso de paralaxe cognitiva, a dissociação completa entre discurso e realidade. Eu chamaria isso de loucura. . .
“Entretanto, freqüentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida”.
Mais outra mentira de um doente. Batistti não sacrificou a própria vida. Sacrificou sim, a vida dos outros.
“A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados”.
Além de psicopata, o Sr. Batistti é um mentiroso compulsivo. Quem o lê crê que ele lutava contra um regime opressor. Na verdade, o italiano lutava para instaurar um regime opressor e destruir a democracia italiana. A inversão cognitiva da realidade é clara e cristalina.
“Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!”
Ah sim, claro, os sonhos de matar continuam. A revolução não pode parar por conta desses meros infortúnios! Que linda revolução que extermina milhões de pessoas! Que linda revolução que justifica o assassinato de quatro inocentes na Itália!
“Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram alcançadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia”.
A mentira aí chega às raias da demência. Se a Itália tem “conquistas sociais”, deva-se justamente à democracia combatida por Cesare Batistti e não aos seus crimes comuns em nome de causas políticas totalitárias. Deva-se, justamente a democratas liberais sinceros como o católico De Gasperi e a democracia cristã, que derrotaram os comunistas italianos nas eleições de 1947 e não assassinos que conspiravam contra as democracias, matando cidadãos inocentes, em plena vigência do Estado democrático, nos anos 70. Se dependesse de comunistas como Batistti, a Itália seria um satélite do regime de terror de Stálin ou de qualquer outra tirania totalitária.
“Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum(...)”
Matar pessoas e fazer terrorismo, para Batistti, é fazer “ativismo político”. E o pior é que o Palácio do Planalto corrobora com as afirmações dele.
“E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político”.
Eu duvido muito que um assassino covarde como Cesare Batistti faça isso. Se morresse de fome, faria um grande bem à humanidade.
“Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos”.
O carrasco fazendo papel de vítima? Que inversão de valores! O nazista também se acreditava vítima matando milhões de judeus. Tudo pelo bem da humanidade, claro!
“Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver”.
Pelo jeito, o sr. Batistti não usa óculos. Para ele, as pessoas normais estão cegas. Ele é o cego que acha que vê!
“A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!”.
O recado é simples: ele diz
“façam como eu, conspirem contra a democracia, e em caso de dúvida, matem à vontade, porque voces serão redimidos pela história, já que vão controlar o futuro!”.
“Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade”.
Guerra contra quem, pigmeu? Depois que li esta carta, eu me convenci de que Cesare Batistti é uma pessoa doente, um psicopata perigoso, passível de ser internado em algum manicômio judiciário, junto com o Maníaco do Parque e o Pedrinho Matador. O pior de tudo é que há psicopatas em Brasília que colaboram com ele e estão no poder. Os psicopatas estão governando o país. Só falta internar os normais no manicômio. . .